Botões com link no WhatsApp agora abrem direto pelo app

Introdução

A WebView do WhatsApp passou a impactar diretamente o comportamento dos links enviados pela API oficial da plataforma. Em dezembro, a Meta alterou o funcionamento dos botões com link no WhatsApp e, à primeira vista, a mudança parece pequena. No entanto, na prática, ela interfere na conversão, na jornada do usuário e nas métricas de funil de forma silenciosa.

Para empresas que utilizam a WhatsApp Business API como canal de vendas, marketing ou atendimento, esse tipo de ajuste técnico não é detalhe. Pelo contrário, ele define o que acontece depois do clique e é exatamente nesse ponto que a conversão se ganha ou se perde.

O que acontecia antes da WebView do WhatsApp

Antes da introdução da WebView do WhatsApp, quando uma empresa enviava uma mensagem com botão de link, como “Ver produtos” ou “Finalizar compra”, o clique direcionava o usuário para o navegador externo do dispositivo.

Com isso, o navegador reaproveitava sessões já existentes. Se o usuário estivesse logado no site da marca, o sistema mantinha a autenticação ativa. Cookies, carrinho e preferências continuavam disponíveis, o que reduzia etapas e diminuía atrito na jornada.

Na prática, esse comportamento preservava a fluidez da conversão após o clique no WhatsApp.

O que mudou com a WebView do WhatsApp

Com a mudança, os botões com link passaram a abrir dentro do próprio aplicativo, por meio da WebView do WhatsApp, em vez de redirecionar o usuário para o navegador externo.

Visualmente, a experiência parece mais integrada, já que o usuário permanece no app. Ainda assim, apesar dessa sensação inicial de fluidez, o impacto real da mudança está no funcionamento técnico do ambiente e não apenas na interface.

O detalhe técnico da WebView do WhatsApp que altera a jornada

A WebView do WhatsApp opera como um ambiente isolado. Por isso, ela não reaproveita automaticamente sessões do navegador tradicional.

Cookies, autenticações e logins feitos fora do WhatsApp não entram nesse ambiente interno. Para o site que recebe o acesso, o usuário chega como se estivesse em um novo contexto, mesmo que ele tenha se autenticado segundos antes no navegador.

Esse comportamento não representa erro nem falha de implementação. Ele faz parte da própria arquitetura da WebView.

Por que a WebView do WhatsApp impacta a conversão

Quando a sessão não é reaproveitada, a jornada pós-clique tende a ficar mais longa. Como consequência, o usuário precisa refazer login ou passar por etapas adicionais antes de concluir uma ação.

Embora a interface pareça mais rápida, a conversão pode demorar mais, ou simplesmente não acontecer.

Esse tipo de fricção costuma afetar métricas como conversão pós-clique, tempo até a conversão e taxa de abandono, principalmente em checkouts, áreas logadas, portais de cliente e assinaturas.

Um exemplo prático de impacto da WebView do WhatsApp

Antes da mudança, o usuário clicava na promoção, o navegador abria, o sistema reconhecia a sessão e a compra seguia normalmente.

Agora, o clique abre o conteúdo dentro da WebView do WhatsApp. Como o sistema não reconhece a sessão, o usuário precisa fazer login novamente. Nesse ponto, parte dos usuários desiste.

A experiência ficou mais integrada ao aplicativo, mas perdeu contexto e contexto influencia diretamente a conversão.

Onde muitas empresas erram ao analisar a WebView do WhatsApp

Muitas empresas analisam apenas métricas de clique e assumem que tudo continua funcionando como antes.

Na prática, quando surge impacto negativo, ele aparece de forma silenciosa. O clique continua existindo, porém a conversão final cai. Sem revisar a jornada pós-clique, as métricas de funil deixam de refletir o novo comportamento do usuário.

Link nunca foi apenas um detalhe técnico. Com a WebView do WhatsApp, isso fica ainda mais evidente.

O que precisa ser ajustado a partir de agora

Essa atualização não exige pânico, mas exige revisão estratégica.

As equipes precisam adaptar fluxos de autenticação para links que abrem na WebView do WhatsApp. Além disso, precisam revisar jornadas considerando esse ambiente isolado. Da mesma forma, métricas de conversão e atribuição devem refletir os novos passos do usuário.

Em alguns cenários, testar links em texto que ainda podem abrir no navegador externo, faz sentido, dependendo do objetivo da campanha.

Como clientes Hyperflow lidam com a WebView do WhatsApp

Essa mudança já está em vigor e afeta operações reais.

Clientes da Hyperflow ajustam suas jornadas considerando a WebView do WhatsApp. Eles revisam autenticação, mensuração e experiência pós-clique para preservar conversão mesmo dentro do aplicativo.

Esses ajustes não surgem como reação emergencial, mas como parte de uma arquitetura de jornada alinhada à evolução contínua da plataforma.

Conclusão

A WebView do WhatsApp reforça um movimento claro: o aplicativo se torna um ambiente cada vez mais fechado e controlado.

Nesse cenário, a conversão depende menos do clique em si e mais de como a jornada foi desenhada depois dele. Pequenas mudanças técnicas geram impactos relevantes quando o canal é conversacional.

Entender essas mudanças e agir rapidamente deixa de ser diferencial. Passa a ser requisito.

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